Detalhes da notícia

Neste ano de 2020, o evento foi on-line devido a pandemia da Covid-19, o que oportunizou ampliar a participação em todo o Brasil e no exterior

Diferente dos anos anteriores, a 9º edição do Seminário Cidade Bem Tratada – CBT 2020 aconteceu, no dia 04 de novembro, de forma exclusivamente virtual, em atenção aos cuidados com a saúde exigidos por conta da pandemia do coronavírus. Mantendo o destaque dado ao debate, a organização do evento trouxe mais uma vez convidados representativos de todos os setores da sociedade,  promovendo uma discussão bastante atual e qualificada sobre os temas pautados. 

Coincidindo esse ano com as vésperas das eleições municipais, a edição tratou de iniciativas importantes para a promoção de uma gestão sustentável nas cidades, relacionando questões legais e práticas sobre resíduos sólidos, água e energias renováveis, com abordagens marcadas pelo viés da transição para uma sociedade mais amiga da natureza.
 
Os motes desta edição foram a biodiversidade e a análise da primeira década da Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS, temas de fundamental importância no cenário de mudanças climáticas que vivemos. O primeiro painel aconteceu pela manhã despertando a percepção da água e da energia como elementos potencializadores de vida nas cidades, que não devem ser atrelados à geração de poluição, doença e risco. O painel da tarde abordou os ‘Dez anos da Política Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS’, destacando a discussão sobre sua implementação para a geração de equidade e saúde.
 
Idealizador e coordenador do Seminário Cidade Bem Tratada e presidente da Fundação Mata Atlântica e Ecossistemas, Beto Moesch, enfatizou o fundamental apoio dos parceiros e patrocinadores, pois sem estes o evento não se realizaria de forma gratuita como sempre aconteceu nas edições anteriores.  
 
O painel 1 demonstrou o enorme potencial das soluções baseadas na natureza – SBN’s para as nossas cidades, através de diversos exemplos no Brasil e no mundo, destacando que são um trunfo para a recuperação pós-pandemia nos âmbitos social, econômico e ambiental. As cidades são lugares fundamentais para a promoção de biodiversidade,  ampliando os benefícios gerados com a oferta de serviços ecossistêmicos e saúde, sobretudo porque é nas cidades que as pessoas vivem. As estruturas projetadas trabalham com processos naturais para prover melhor qualidade de vida, ecossistemas mais resilientes em projetos que devem ter escala e ser baseados em processos de governança inclusivos, transparentes e empoderadores.
 
O painel também abordou o pioneirismo brasileiro no desenvolvimento de motores elétricos para veículos pesados, destacando sua importância para a redução de emissões atmosféricas no setor de transporte público, muito embora a tributação para esse setor seja bem mais elevada do que para veículos movidos a combustíveis fósseis. Para se ter ideia do impacto ambiental causado pelo transporte público convencional, um único ônibus joga na atmosfera anualmente 91 toneladas de CO2, o  que demonstra a importância de se criar mecanismos e políticas para se reduzir as emissões no transporte público.
 
A partir desses exemplos, o painel discutiu a viabilidade econômica de uma transição verde e riscos em não fazê-la. Os mais variados projetos que trazem soluções baseados na natureza são, além de tudo, mais viáveis economicamente tanto para sua execução quanto para sua manutenção, despertando todo um mercado relacionado com a capacitação e inclusão de mão de obra e geração de renda. Foram destacados o papel da mobilização e participação social nesse processo de transição e instrumentos importantes e plataformas com compromissos interessantes para a gestão ambiental municipal. 
 
Para assistir este painel na íntegra no Canal do Seminário CBT no Youtube clique no link abaixo:
https://www.youtube.com/watch?v=Nu6Q29Q8moQ

 

Painel 2 - Dez anos da Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS

O segundo painel abordou a primeira década da Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS.

Ficou claro como A PNRS avançou muito pouco nesse período e que graças principalmente à organização dos catadores se consegue reciclar um pouco dos resíduos sólidos gerados nos domicílios.

Um dos grandes entraves é a colocação no mercado de vários tipos de embalagens que não são recicláveis, embora a Lei vete. Isso poderia ser evitado através do licenciamento de cada indústria.

E ainda por cima estamos vivendo um momento de retrocesso na legislação ambiental, que reflete uma crise institucional e ética.

A Lei oferece uma ordem de prioridade e estabelece que na gestão e gerenciamento de resíduos sólidos deve ser observada: a não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento dos resíduos e a disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos.  Mas infelizmente, a maioria dos municípios implantam a contratação da coleta, transporte, transbordo e a disposição final no aterro sanitário , dispondo ali não apenas rejeitos, mas resíduos que não poderiam ser dispostos em aterros por serem recicláveis. Por outro lado, as empresas em geral não adotam a logística reversa, que deveria ser exigida não só pela União, mas pelos estados e municípios.

Para acessar na íntegra o segundo painel clique no link abaixo:

Painel 2 no Canal do Seminário Cidade Bem Tratada no Youtube
https://www.youtube.com/watch?v=iFJ20FkJNkM

 
Se quiser assistir a cada parte do CBT 2020 separadamente, clique aqui: 
http://www.cidadebemtratada.com.br/galeria_2020.php
 
 
 

Serviço
O que: 9º Seminário Cidade Bem Tratada
Quando: 04/11/2020
Horário: das 8:30h às 17:30h
Onde: Edição virtual, com transmissão pelo nosso canal no Youtube e página no Facebook.
Informações para imprensa: Coordenação CBT (51) 998058017
* Para solicitar seu certificado pós evento, sua inscrição é obrigatória
Confira
AQUI o conteúdo das edições anteriores.