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Projetos comunitários e governamentais solucionam problemas das cidades
 

O 8º Seminário Cidade Bem Tratada, que acontece no dia 12 de setembro, em Porto Alegre, mantém a tradição de abrir espaço para cases de sucesso. Essa é uma boa oportunidade para conhecer ideias que contribuem para a superação de desafios ambientais, relacionados às áreas temáticas do evento: gestão resíduos sólidos, água, energias renováveis e suas interfaces.
 
Os cases vêm de diversos pontos do país: Distrito Federal, Santa Catarina e Sudeste. São soluções de saneamento básico, destinação adequada de resíduos e como lidar com as águas urbanas de maneira mais integrada com o planejamento. A seguir, saiba mais sobre cada um deles.

Cidades Resilientes: Serviços ecossistêmicos e Pertencimento na centralidade do território

O Zoneamento Ecológico-Econômico do Distrito Federal (ZEE-DF), realizado nos últimos oito anos, teve foco no ciclo da água para enfrentamento dos desafios territoriais em escala municipal. Ele indica como e onde devem ocorrer novos empreendimentos e ocupações do solo, com respeito às particularidades demográficas, ambientais e socioeconômicas de cada região. O projeto deu tão certo que se tornou lei distrital em janeiro deste ano (Lei 6.269). O case será apresentado pela subsecretária de Planejamento Ambiental e Monitoramento do DF, Dra. Maria Silvia Rossi.

O Projeto Biosaneamento: Implantação, Desafios e Desdobramentos

O Projeto Biosaneamento surgiu da urgência de mitigar a crítica situação de falta de saneamento em comunidades carentes, o que traz sérios problemas ambientais, de saúde e sociais para os moradores dessas localidades. A ação foi implementada pelo engenheiro Luiz Fazio nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, com o envolvimento de diversos profissionais e das próprias comunidades. Atualmente, o projeto vem se expandido para outras regiões do país.

A Revolução dos Baldinhos

Iniciativa comunitária que surgiu no bairro Monte Cristo, em Florianópolis, o projeto atacou um problema grave de saúde pública relacionado ao descarte indevido dos resíduos orgânicos e secos. A revolução resultante do compromisso dos voluntários comunitários, com a disseminação de técnicas de compostagem e o tratamento do adubo para o plantio das famílias, permite coletar e tratar 1 tonelada de resíduos orgânicos  semanalmente em duas comunidades do Monte Cristo. 
 
O projeto funciona há mais de 10 anos e teve início a partir de um surto de leptospirose que matou dois moradores locais, em 2008. Já recebeu diversos prêmios, entre eles o reconhecimento como uma das 15 práticas excepcionais em agroecologia do mundo, no Fórum Global de Alimentação e Agricultura, realizado em Berlim, na Alemanha, em janeiro. 
 
Além de resolver o problema grave de destinação de resíduos, reduzindo o que vai pro aterro, o projeto, que será apresentado pela coordenadora, Cintia da Cruz, ainda ajudou a desenvolver a agricultura familiar na comunidade.
 
Saiba mais sobre essas experiências,  faça sua inscrição e participe do 8º Seminário Cidade Bem Tratada!