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A deputada estadual Zilá Breitenbach (PSDB) abriu o terceiro e último painel “Energias Renováveis” da 7ª edição do Seminário Cidade Bem Tratada, em Porto Alegre, no auditório do Ministério Público. Como coordenadora do Grupo de Trabalho da Matriz Produtiva dos Biodigestores, ela falou sobre o programa Pró-Biodigestores. Para reforçar as ações do programa, Zilá informou que protocolou na Assembleia Legislativa gaúcha o projeto de lei 86/2018, que institui a Política Estadual de Biogás e o Programa Gaúcho de Incentivo à Geração de Energia a partir da Biomassa.

Na mesma linha, Guilherme de Souza, assessor técnico da secretaria estadual de Minas e Energia, apresentou políticas e programas da pasta com foco nas energias renováveis. Entretanto, contrariando as tendências de preservação ambiental no mundo, Souza indicou que o Estado pretende continuar investindo no carvão.

Já Sergio Vidoto, sócio fundador da Cattalini Bio Energia S.A. e responsável pela constituição da CS Bioenergia S.A., explicou os motivos de o biogás ser a fonte de energia limpa mais competitiva no Brasil.  Em sua apresentação, destacou o uso de 20 toneladas de alimentos descartados pela Ceasa de Curitiba que iriam para o aterro, e que agora são enviados para a empresa para serem transformados em energia (biogás) – além disso, o que sobra serve ainda para compostagem.  A operação utiliza ainda o lodo do esgoto da cidade na geração de energia limpa e sustentável.

Aurelio Andrade, engenheiro mecânico e conselheiro no Fundo Verde para o clima das Nações Unidas (ONU), abordou a descarbonização das cidades e o aumento do aquecimento global nos últimos anos. O painelista comentou sobre alguns projetos de eficiência energética que atuam na captação de recursos para empreendimentos energéticos e atividades de baixo carbono. “O carvão, aqui no Sul, faz desta região a que mais emite carbono no país”, provocou.

O último painelista foi o professor da Universidade Columbia de Nova Iorque e ex-coordenador do trabalho sobre impactos de políticas setoriais (energia, transporte, moradia, indústria extrativista) sobre a saúde, desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Carlos Dora. O médico enfatizou os impactos ambientais na saúde das pessoas. “As pessoas se beneficiam das políticas públicas”, salientou, argumentando a importância de os governos tomarem providências para agora, para amanhã e para o depois, protegendo seres humanos e meio ambiente.