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Público foi de 500 pessoas ligadas à área ambiental, academia, estudantes, gestores públicos e formadores de opinião
 

Mais de 100 mil pessoas tiveram acesso a informação sobre este evento que abordou soluções sustentáveis para que as cidades sejam eficientes nas áreas de resíduos sólidos, água e energias renováveis. Este foi o tom da oitava edição do Seminário Cidade Bem Tratada realizado pela Fundação Mata Atlântica e Ecossistemas. O evento colocou na mesa de debates os cenários, convergências, a comunicação e os desafios da sociedade de risco. A primeira mesa teve como debatedores: Dra. Luciana Turatti, Professora e Pesquisadora UNIVATES, que trouxe a abordagem ‘Crise hídrica ou de informação?’ Pedro de Assis Silvestre, Vereador Florianópolis (SC) e Presidente da Frente Parlamentar de Combate ao Lixo Marinho tratou da campanha ‘Floripa livre de plástico: como atuar em rede para diminuir o impacto do lixo no oceano’. Eberson Thimming Silveira, diretor do Departamento de Energia da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) compôs o time de debatedores com o assunto: O potencial e as oportunidades de utilização das energias renováveis no RS.” Já Emanuel Alencar, que é colaborador do site ‘O Eco’ e editor de conteúdo do Museu do Amanhã falou sobre ‘Nós da comunicação: uma conversa sobre mídia e sustentabilidade’. A mediação foi da Profª Luciane Salvi, coordenadora do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária (EAS) da Faculdade Dom Bosco. 
 
Na parte da tarde houve o bloco de cases de sucesso: experiências de inovação – oportunidades e superação de dificuldades. Como Case 1, o Presidente do Instituto SustenPlást, Alfredo Schmitt, mostrou a iniciativa “Copinho Legal: Economia Circular, um compromisso de todos”. No Case 2, Luiz Alberto Altmann Fazio, presidente da Associação Biosaneamento tratou do ‘Projeto biosaneamento: implantação, desafios e desdobramentos’. Como Case 3, a Dra. Maria Silvia Rossi, subsecretária de Gestão Ambiental Territorial da Secretaria de Meio Ambiente do Distrito Federal (SUGAT/SEMA-DF) falou sobre ‘Cidades resilientes: serviços ecossistêmicos e pertencimento na centralidade do território – a experiência do zoneamento ecológico-econômico do Distrito Federal’. A mediação dos cases ficou a cargo de André Carus, Vereador e presidente da Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Câmara Municipal de Porto Alegre.
 
A segunda mesa de debates pautou: Resíduos sólidos, águas e energia renovável: fomento a políticas e práticas para a sustentabilidade - principais instrumentos. O palestrante de São Paulo, Marcio Matheus, presidente do Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo - SELUR abordou: ‘Sustentabilidade Financeira dos Serviços de Limpeza Urbana’. O mineiro Carlos Café, Vice-Presidente da Associação Brasileira de Geração Distribuída – ABGD, explanou o tema “Geração distribuída no Brasil e oportunidades de negócios”. Francisco Milanêz, presidente da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (AGAPAN) falou sobre ‘Como fomentar cidades saudáveis’. E Ana Maria Marchesan, promotora de justiça da Promotoria de Defesa do Meio Ambiente de Porto Alegre tratou sobre o ‘Papel do direito na preservação ambiental’. A mediação da Mesa foi de Leonardo Pascoal, Prefeito de Esteio e presidente do Consórcio Pró Sinose e teve como debatedor convidado o Deputado Estadual Gabriel Souza, membro da Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa/RS.
 
Como expositores no evento, tivemos a Likso, focada na economia circular do plástico, que é uma iniciava gaúcha conectada ao projeto mundial Precious Plasctic que também confeccionou o troféu do  Prêmio Cidade Bem Tratada – Categoria Fotografia, feito no conceito de material reciclado. Os números atuais alarmantes do lixo plástico nos oceano objetivou a empresa a pensar em uma forma de reverter este cenário. Assim, desde 2018 atuam na construção, venda e utilização de máquinas para a reciclagem de plástico. Além disso, ministram oficinas, cursos e workshops na área da educação ambiental e economia circular. O Inspe - Instituto Soleil de Pesquisa e Educação teve um estande institucional onde apresentou sua plataforma habilitadora que promove a cidade inclusiva e oportuniza serviços, espaços públicos e ações integradas através da articulação de pessoas, iniciativas e comunidades com apoio de metodologias ativas.
 
Quanto às iniciativas e temas tratados, é importante salientar que todos estiveram em harmonia e demonstraram soluções de transformação ao serem implementadas mudarão o ambiente em que se vive. “Este seminário priorizou temas cruciais para um meio ambiente equilibrado. De que adianta falar sobre a gestão de resíduos sólidos, sem abordar as águas e a opção sustentável de fontes de energia limpa. Tudo deve estar relacionado para que as soluções tragam efetiva proteção ao meio ambiente e à vida”, afirmou o coordenador geral do evento, Beto Moesch.
 
E como forma de ampliar os trabalhos para além das discussões do dia 12/09, foi feita uma programação extra na tarde do dia 13 intitulada: Intervenção urbana: Seminário na Cidade – ‘Observando as águas do Guaíba’. Foi uma tarde para valorizar à educação e à pesquisa. A atividade começou com uma prática de coleta de uma amostra de água do Guaíba e posterior análise pelos integrantes do Projeto Observando Rios/SOS Mata Atlântica com as crianças da Escola Associação Cristã de Moços - ACM de Porto Alegre. Os alunos tiveram a oportunidade de brincar com os jogos ‘Antropolixo’ e a ‘Trilha dos ODS’, com o objetivo de desenvolver, de forma lúdica, conceitos sobre a separação e destinação correta dos resíduos urbanos e as metas propostas pelos Objetos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). Estes materiais didáticos foram produzidos em parceria com a Apoena Socioambiental, Cooperativa de Professores da região metropolitana de Porto Alegre (Educredi) e Associação Gaúcha de Professores Técnicos de Ensino Agrícola (AGPTEA). 
 
Na sequência,  houve uma roda de conversa com a Dra. Cláudia Barros, da Faculdade de Agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e a Dra. Maria Rossi, Engenheira Agrônoma e mestre pela Universidade de Brasília e doutora pela Universidade Paris VII, sobre a contaminação das águas por atividades humanas. O grupo interdisciplinar de pesquisa em Biogeoquímica ambiental, pertence ao Departamento de Solos da UFRGS participou da discussão aberta. 
 
Esta oitava edição do Seminário Cidade Bem Tratada contou com o patrocínio do Grupo Zaffari, Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos – CRVR, Companhia Riograndense de Saneamento - Corsan, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE, Associação Brasileira das Indústrias de Vidro - Abividro, Tampinha Legal, Fundo de Desenvolvimento Social da Sicredi União Metropolitana RS e  Sindiatacadistas. O Apoio institucional é do Ministério Público do RS e Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul – Famurs e parceria do CIEERS – Centro Integração Empresa Escola do Rio Grande do Sul.