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 A equipe de organização da oitava edição do Seminário Cidade Bem Tratada pensou em muitos

detalhes para que o evento seja sustentável e sua pegada ecológica quase nula. 
 

Com o avanço da tecnologia e a velocidade com que os aparelhos de TV, celulares e outros itens eletrônicos se tornam ultrapassados, é muito importante orientar a população sobre o processo de destinação destes resíduos para que não acabem sendo descartados no lixo comum. No Seminário Cidade Bem Tratada haverá um cuidado a mais neste sentido, pois será disponibilizado um posto de coleta para os resíduos eletrônicos em parceria com a Cooperativa Socioambiental Paulo Freire. Os participantes poderão aproveitar para levar seus eletrônicos que já não servem mais e ainda ajudar a Cooperativa, que desenvolve um trabalho social reconhecido e é parceira do Seminário pelo segundo ano consecutivo.
 
Ações como o plantio de árvores para mitigar as passagens aéreas de alguns palestrantes e a destinação de todo o material da sinalização do evento feito de lona para o Projeto Social Canvas, da HMídia, que já produziu em torno de 10 mil sacolas ecológicas em parceria com organizações sociais. Como não haverá copos descartáveis, o evento recomenda que os participantes levem seus copos e garrafas reutilizáveis, além de incentivar o deslocamento em transporte coletivo de bicicleta e a pé. Há inclusive estações ‘Bike POA’ nas proximidades do evento. Para alimentação, existem diversas opções perto e também um restaurante/café no próprio prédio do evento. Os participantes poderão ainda conhecer os estandes de projetos sustentáveis, que compõem a programação do Seminário Cidade Bem Tratada que acontece no dia 12 de setembro, das 8h às 18h, no Ministério Público RS. 
 
O Brasil está no 4º lugar com um dos maiores produtores de lixo plástico no mundo. Dos 11,3 milhões de toneladas de lixo plástico que produz anualmente recicla apenas 1,28%, ficando bem abaixo da média global que é de 9% (Dados do WWF - World Wide Fund for Nature). A maior parte dos plásticos descartáveis de uso único acabam indo direto para os ‘lixões’, calçadas, rios e lagos, depois vão parar nos oceanos. Como este material não é biodegradável, se quebra em pedaços menores até chegar a forma de microplástico. O secretário-geral da ONU, António Guterres, referiu no Dia Mundial do Meio Ambiente, que as partículas de microplástico hoje presentes no oceano “superam as estrelas de nossa galáxia”. E acrescentou “se as tendências atuais continuarem, em 2050 nossos oceanos terão mais plástico do que peixes”.
 
Para mostrar que existem alternativas brasileiras que estão contribuindo para mudar estes cenários, o Seminário traz ainda cases e palestras que compõem um pacote de soluções viáveis e incitam o debate saudável sobre como fomentá-las para mudar de forma positiva e sustentável o ambiente das cidades. “De que vale falar sobre a gestão de resíduos sólidos, sem incluir a água e as opções de energias limpas. Todas estas questões devem estar relacionadas para que as medidas a serem tomadas tragam ao meio ambiente e à vida efetiva proteção”, Beto Moesch, coloca o coordenador geral do Seminário.